sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

8ºano | Português - Sujeito, complementos - 2ºparte

Sujeito

1. Sujeito simples:

Quando só existe um sujeito. Pode até existir mais, mas tem de estar representado por só uma palavra (1).


"O cão fugiu. Eles casaram."

2. Sujeito composto:

Quando existe mais de um sujeito.

"O cão e o gato fugiram. Ele e ela casaram."

3. Sujeito nulo:

3.1 Sujeito nulo subentendido:

O sujeito não está expresso na frase, mas é fácil reconhecê-lo.

"Acabámos o trabalho."

Quem acabou o trabalho? Nós acabámos o trabalho.

3.2 Sujeito nulo indeterminado:

O sujeito não está expresso na frase, e não o conseguimos reconhecer.

"Chamaram o 112."

Quem chamou o 112? Alguém chamou o 112, mas não se sabe quem. 

3.3 Sujeito nulo expletivo:

Quando o sujeito não existe.

"Nevou na Serra da Estrela."

Neste caso, não podes perguntar: "Quem nevou na Serra da Estrela?"

Este tipo de sujeito aparece em verbos impessoais (pág. 268): verbos meteorológicos (nevar, chover, trovejar) e o verbo haver no sentido de existir ("Há doces para toda a gente.").


Que formas pode apresentar o sujeito?

Um determinante e um nome:

"O rapazinho lia um livro."

Um pronome:

"Ele lia um livro."

Um determinante, um nome e um adjetivo:

"O rapazinho moreno lia um livro."

Um determinante, um nome, um adjetivo e um grupo preposicional:

"O rapazinho moreno de cabelo encaracolado lia um livro."



Complementos

1. Complemento direto.

Para encontrarmos o complemento direto, perguntamos "quem?" ou "o quê?" depois do verbo.

"A Inês comprou o livro."

A Inês comprou o quê? O livro. 

Pode ser substituído por o/a/os/as:
"A Inês comprou-o."

Ou por uma oração subordinada completiva, substituível por o ou isso:

"O Tiago disse que tinha medo." "O Tiago disse isso."

2. Complemento indireto

O complemento indireto dirige-se sempre a uma pessoa. Pergunta-se, depois do verbo, "a quem?".

"Mostrei o livro ao meu pai."

Mostrei o livro a quem? Ao meu pai.

Pode ser substituído por lhe/lhes:

"Mostrei-lhe o livro."

O complemento indireto pode também aparecer na forma de me/te.

"Mostrei-te o livro." "Os meus amigos mostraram-me o livro."

3. Complemento agente da passiva

Aparece apenas em frases passivas e sempre á frente do verbo passivo.

"A mensagem foi lida pela rainha."

Inicia-se sempre por por (pode ser na preposição simples (por) ou contraída (pelo)).

4. Complemento oblíquo.

É igual aos outros complementos, mas não pode ser substituído.

"Os meus avós vivem aqui." "Os meus avós vivem."
"Toda a gente precisa de atenção." "Toda a gente precisa-lhe."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

8ºano | Português - Discurso direto/indireto, formação de palavras - 1ºparte

PS: Quem tiver o livro 'Diálogos 8' da Fernanda Costa e da Vera Magalhães, vou deixar no fim de cada tema páginas no livro para consultarem.

A - Discurso direto e indireto

O discurso direto é a reprodução direta das falas dos personagens, como acontece nos diálogos. É usado o presente do indicativo, o pretérito perfeito do indicativo, o futuro do indicativo e o imperativo.

Ex: " - Despacha-te, temos de chegar a casa antes que o meu pai chegue! - Disse Sofia a Marta. "

O discurso indireto acontece quando é o narrador a dizer o que a personagem disse. É usado o pretérito imperfeito do indicativo, o pretérito mais que perfeito do indicativo, o condicional e o conjuntivo. 

Ex: 'Ele disse que lhe oferecia o livro."




pág. 281

B - Formação de palavras

1. Derivação 

A derivação consiste em juntar a uma palavra, que seja uma forma de base (ex: triste), um ou mais afixos (prefixos ou sufixos)

1.1. Prefixação

São os afixos que são postos no início da palavra. 

Ex: Desleal, refazer, invulgar 

1.2. Sufixação

São os afixos postos no fim da palavra.

Ex: Amoroso, raramente, pobreza

1.3. Prefixação e sufixação

Existem palavras que tem os dois processos de formação juntos, ou seja, tem um afixo no início e no fim da palavra.

Ex: Deslealdade, ilegalmente, infelizmente

1.4. Parassíntese

É igual ao processo de prefixação e sufixação, só que nele se tirares um dos afixos, a palavra não existe. Por exemplo, na palavra deslealdade, se tirares -dade fica desleal, que é uma palavra que existe, e vice-versa. (se tirares o des-, lealdade existe) 
No entanto, se na palavra entardecer tirares o en-, a palavra tardecer não existe, assim como se tirares o -ecer, entarde não existe. 

Ex: amanhecer, engordar, enrijecer

1.5. Derivação não afixal

Na derivação não afixal, formam-se palavras apartir dos verbos, substituindo a terminação -ar, -er ou -ir por a, e ou o.

Ex: ajudar - ajuda , combater - combate , rir - riso.


pág. 243

2. Composição

2.1. Morfossintática

Consiste na associação de duas ou mais palavras.

Ex: fim-de-semana, maldizer, pica-pau....

2.2 Morfológica

Consiste na junção de um radical a uma palavra....

Ex: unissexo → uni + sexo
      aeronave → aero + nave

... ou então na junção de dois radicais.
Ex: biologia → bio + logia

      aristocracia → aristo + cracia


pág.243






quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

8ºano | Físico-Química - Som

Como é que os sons são produzidos?

Os corpos vibram, provocando vibrações sonoras. Consequentemente, as partículas ao pé também vibram e assim sucessivamente, até chegarem ao ouvido.

O que são ondas sonoras?

Os sons precisam de um meio material para se propagarem. Então, eles propagam-se através de ondas sonoras. As patrículas vibram na posição de equílibrio.

O que são ondas transversais e longitudinais?

Nas ondas transversais, a direção da vibração é de cima para baixo, e a direção da propagação é para a esquerda ou para a direita, ou seja, a vibração ocorre perpendicularmente á direção da propagação.



Nas ondas longitudinais, a vibração ocorre ao longo da direção da propagação. 


As ondas sonoras são longitudinais. Resultam de compressões e expansões alternadas das partículas que constituem o meio onde o som se propaga.

O que é comprimento de onda?

A distância entre duas partículas na mesma fase de vibração chama-se comprimento de onda. Simboliza-se por λ (lambda) e no Sistema Internacional de Unidades, por metros.

O que é a frequência?

A frequência é o nº de vibrações das partículas por segundo. Simboliza-se por f, e no SIU, por vibrações por segundo ou heartz. 1 heartz corresponde a uma vibração por segundo.

O que é o período?

O período é o tempo que uma partícula demora a fazer uma vibração completa. Simboliza-se por T e no SIU por segundos (s)

O que é a amplitude?

A amplitude é o afastamento máximo ao ponto de equílibrio. Simboliza por A e no SIU por metros.

O que a velocidade tem a ver com comprimento de ondas e frequência?

Quanto maior é o tempo necessário para uma partícula completar uma vibração, menos vibrações ela efetua por segundo e vice-versa.

O que é o timbre?

O timbre permite destinguir o mesmo som feito por duas fontes sonoras diferentes.

Sons puros/simples: Ondas com 1 frequência
Sons complexos: Ondas com várias frequências

O que é a altura?

A altura permite destinguir sons com amplitudes diferentes.

Sons muito intensos ↔ Sons fortes ↔ A grande
Sons pouco intensos ↔ Sons fracos ↔ A pequeno




quinta-feira, 28 de novembro de 2013

9ºano | História - Da Rússia dos Czares á Rússia dos Sovietes (parte 2)

*as datas em parênteses correspondem aos dias no nosso calendário atual. 

Da Revolução Burguesa á Revolução Bolchevique

As forças revolucionárias aproveitaram toda esta agitação e crise para divulgar as ideias liberais e socialista, que resultou em mais greves e manifestações pelo país. A 12 de Março (27 de Fevereiro*) de 1917, milhares de manifestantes (especialmente burgueses) invadiram a sede da duma, em Petrogado (novo nome de São Petersbugo desde 1914). Foram criados dois comités: Um com deputados moderados da Duma, e outro com trabalhadores, soldados e militantes socialistas de Petrogado (sovietes)
A 15 (2) de Março, o czar Nicolau II abdicou do poder e a Duma nomeou um governo provisório, instituindo um regime liberal parlamentar. Era a Revolução Burguesa, e o czarismo tinha chegado ao fim.

Lenine, regressado do exílio em Londres, defendeu uma revolução que entregasse o poder aos sovietes.
De 6 a 8 de Novembro, viveram-se os dias mais intensos da chamada revolução de Outubro. A 7 de Novembro (25 de Outubro) a polícia militar bolchevique ocupou os pontos estratégicos da cidade, prendeu os ministros do governo e acabou com a duma, e o poder foi entregue a Lenine. Esta era a Revolução Bolchevique, e com isto iniciou-se profundas transformações políticas.

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Estou a fazer este resumo a pedido da Madalena Pombas, espero que te tenha ajudado e a outras pessoas também... Acontece que eu também tenho outras coisas para fazer, e esta matéria é grande (umas 3 páginas por resumir), então, isto vai ser publicado aos poucos.
Sábado vou também publicar uma parte de matéria de Português do 8º. Agradeço que me deem opiniões (e se quiserem algo em especial) aqui nos comentários, e espero que vos ajude! Boa noite a todos c:


9ºano | História - Da Rússia dos Czares á Rússia dos Sovietes (parte 1)

Em 1917, a Rússia retirou-se da I Guerra Mundial, devido principalmente ao começo de uma Revolução, que vou falar agora. No início do séc. XX, a Rússia era um enorme império mas muito atrasado, pois:

  • Tinha uma monarquia absoluta, chefiada por um czar (o imperador);
  • Uma sociedade hierarquizada, onde a Igreja, a Coroa e os aristocratas eram donos da maioria das terras. Eram onde os camponeses trabalhavam, vivendo numa extrema pobreza. Os operários também levavam uma vida de miséria. A burguesia, que era a minoria, tinha pouco poder económico e político;
  • Uma agricultura muito rudimentar (atrasada). Apesar disso e da sua baixa produtividade, continuava a ser a base da vida económica do país.
  • Era um país pouco industrializado, e a que existia concentrava-se nas principais cidades (Baku, Moscovo e São Petesburgo).   

Domingo Sangrento

A 22 de Janeiro de 1905 (dia 9 no calendário que estava em vigor na Rússia, que tem 13 dias de diferença do atual) aconteceu uma manifestação em São Petesburgo para entregar ao czar Nicolau II uma petição, em que milhares de trabalhadores reinvindicavam a melhoria das suas condições de vida, o fim da censura e um parlamento. Mas a guarda do czar atirou sobre a população, matando muitas pessoas (por isso que se chama Domingo Sangrento). Aconteceram então, várias greves e surgiram conselhos (sovietes) de operários, camponeses e soldados, que tinham ideias revolucionárias. Estes sovietes eram controlados pelo partido Bolchevique (chefiado por Lenine).     

Apesar de Nicolau II ter prometido criar uma duma (parlamento), partidos políticos e uma constituição, foi feita uma greve geral em Novembro. Como 'castigo', os sovietes foram ilegalizados e os líderes da oposição presos e exilados. Apenas continuou a duma, mas era controlada pelos aristocratas e o czar, que tinha poder para a dissolver.              
           

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

9ºano | Geografia - Agricultura, ZEE, pesca, indústria e comércio (parte 2)

F - Zonas de pesca e maior captura

1. Zonas de pesca
  • Nordeste Atlântico (Noruega)
  • Norueste Atlântico (Terra Nova)
  • Pacífico Norte 
  • Pacífico Nordeste
  • Atlântico Sul
  • Atlântico Centro-Este
2. Países onde existe maior captura:

China, Peru, EUA, Chile.

G - Pesca industrial e tradicional

1. Pesca industrial
  • Uso de técnicas de detecção de cardumes (sonar, meios áereos e satélite)
  • Uso de técnicas de captura como o arrasto, o cerco e redes de deriva, que permitem pescar em grandes quantidades. 
  • Utilização de modernas frotas equipadas de técnicas de conservação e transformação de pescado.
  • Longa permanência no mar em águas internacionais ou ZEE estrangeiras.
2. Pesca tradicional
  • Pequenas embarcações
  • Praticada em rios, lagos ou na costa, e dura normalmente menos de um dia
  • Técnicas de captura artesanais (anzol, linha)
H - Aquacultura.

A aquacultura consiste em produzir, em cativeiro, espécies em vias de extinção, tanto em água doce como salgada. Esta atividade é muito incentivada, pois tem grande importância na economia.

Maiores produtores: China, Índia, Vietname, Tailândia

I - Principais tipos de indústria

1. Indústria de bens de equipamento

Fornecem energia, matéria-prima e bens elaborados ás outras indústrias.
Este tipo de indústria exige maior investimento na montagem das instalações e na aquisição da tecnologia, e precisa de uma mão de obra qualificada. Por isso, este tipo de indústrias existe mais nos países desenvolvidos.

2. Indústria de bens de consumo

Transformam as matérias primas em produtos, adquiridos pela população.
Estas indústrias necessitam de mão de obra abundante, pouco qualificada e por isso mal remunerada. Localiza-se nos países em desenvolvimento.

J - Fatores de localização da indústria:

Decisão política: Vantagens como subsídios ou redução de impostos, instalação em parques industriais.
  • Boas vias de comunicação.
  • Mão de obra qualificada.
  • Proximidade do mercado, se o produto for perecível (ter prazo de validade).
  • Centro de investigação científica.
K - Novos Países Industrializados (NPI)

São países com muita mão de obra, que apostaram na indústria. A população tem baixos salários mas recebeu formação profissional, conseguindo assim pôr no mercado produtos de qualidade a baixo preço, mesmo não passando de cópias dos modelos estrangeiros. Nesses países, é que as empresas instalam as suas unidades de produção.

L - Balança comercial

Exportações - Importações

Se as importações forem superiores ás exportações, o país tem uma balança comercial deficitária.

M - O comércio português

Portugal exporta principalmente máquinas, material elétrico, veículos, equipamento de transporte, têxteis e vestuário para Espanha, França e Alemanha.

N - Fatores responsáveis pela expansão do comércio.
  • Desenvolvimento dos transportes.
  • Desenvolvimento das telecomunicações.
  • Produção em massa.
  • Desenvolvimento das vias de comunicações (estradas, pontes)
  • Maior consumo, face ao crescimento da população.



sábado, 23 de novembro de 2013

9ºano | Geografia - Agricultura, ZEE, pesca, indústria e comércio (parte 1)

A - Setores de atividade

Setor primário: Extração de recursos naturais e obtenção de alimentos e matérias-primas.

Setor secundário: Atividades que transformam os recursos naturais e matérias primas                                          em produtos mais elaborados.

Setor terciário: Dedica-se a vender esses produtos e a prestar serviços.


B - Fatores condicionantes da atividade agrícola

A atividade agrícola de um país é dependente de fatores naturais como o clima e o relevo, que influenciam a temperatura, a abundância de água e a qualidade dos solos. Como cada espécie tem necessidades específicas de temperatura, humidade e nutrientes, esses fatores influenciam as espécies que podem ser cultivadas em determinada parte do mundo.

C - Agricultura moderna e tradicional:

Agricultura moderna:
  • Elevada mecanização e pouca mão de obra, mas qualificada;
  • Utilização de produtos químicos;
  • Eficientes e sofisticados sistemas de rega e modernas estufas;
  • Investigação científica e inovação tecnológica.
Agricultura tradicional:
  • Pouca mecanização e utilização de artesanato e animais, e muita mão de obra.
  • Uso de fertilizantes naturais (excrementos e restos de plantas)
  • A rega depende da chuva e dos cursos de água, então as culturas são muito dependentes do clima.
  • O estudo dos solos e seleção de sementes é praticamente inexistente.



D - Impactes sociais e ambientais da agricultura 

1. Na agricultura moderna;

                        - Os solos degradam-se devido ao uso de fertilizantes químicos, pesticidas, etc; - A poluição de mares, rios e águas subterrâneas, que recebem os resíduos químicos;
                        - O aumento da resistência das pragas aos pesticidas, que faz com que se tenha de usar quantidades maiores ou usar outras variedades.

2. Na agricultura tradicional;

                       - Erosão dos solos, pela redução de tempo de pousio e pelo aumento da utilização de produtos químicos;
                       - Desflorestação.

E que soluções se encontrou?

Para diminuir estes impactos, estimulou-se a agricultura biológica, que tem como objetivos;

                     - Produzir alimentos com grande valor nutritivo, sem resíduos tóxicos;
                     - Manter e melhorar a fertilidade dos solos;
                     - Reduzir o consumo de energia fóssil e utilizar os recursos locais e fontes de energia renováveis;
                     - Combater pragas com métodos e técnicas tradicionais, melhorados com os novos conhecimentos científicos.


E - ZEE e plataforma continental

1. ZEE - Zona Económica Exclusiva

Zona na fronteira marítima de um país que vai até ás 200 milhas. Nesta zona, o país tem direitos de soberania e o dever de zelar e perservá-la.
Portugal tem a maior ZEE da Europa, pois tem uma larga costa marítima e ainda inclui as fronteiras marítimas dos dois arquipélagos. 

2. Plataforma continental

Zona marítima com fraco declive que tem até 200 m de profundidade. Esta área é rica em recursos piscatórios devido a:
  • Por causa da fraca profundidade, há mais luz, que faz formar mais plâncton (o alimento dos peixes);
  • Águas ricas em oxigénio e plâncton;
  • Menor salinidade;
  • Grande riqueza de nutrientes.
Portugal tem uma estreita plataforma continental, pois o nível de 200 m é rapidamente atingido.